"Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender. "Augusto Cury.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Vale apena ler este texto! Possibilita trabalhar a reflexão da prática docente....e é muito marcante...Vamos rever nossas concepções.... "COM A PALAVRA, A PROFESSORA ANA"

Ana é uma professora de Educação Infantil que sempre trabalhou em classes de pré-escola, com crianças entre cinco e seis anos. Sempre foi uma professora bastante preocupada com a aprendizagem dos seus alunos, principalmente no que se refere à alfabetização. Apesar das crianças serem pequenas, ela nunca teve dúvidas de que era necessário familiarizá-las com alguns procedimentos e convenções escolares, para contribuir com seu desenvolvimento como alunos. As carteiras – móveis – eram dispostas em filas, porque assim a sala poderia ficar mais bem organizada e facilitar a sua circulação durante os trabalhos. Já tinha ouvido falar sobre a importância de criar um ambiente alfabetizador, mas considerava isso difícil, devido a insuficiência de recursos disponíveis. Nas paredes, havia um abecedário com os quatro tipos de letras ( imprensa e cursiva, maiúscula e minúscula ), acompanhadas de uma lista de quatro palavras que se iniciam com cada uma das letras – inclusive com o nome das crianças, para ajudar a fixar as iniciais -, fichas com as famílias silábicas, um mapa-mundi e antigos cartazes de vacinas, todos permanentemente afixados para que as crianças pudessem consultá-los, sempre que necessário. Nas prateleiras, alguns livros didáticos antigos e alguns livros de história, tudo muito bem arrumadinho. A sala tinha como característica o fato de haver fichas nomeando quase todos os objetos ( janela, mesa, carteira, porta, cadeira...), o que disso Ana tinha certeza – contribuia bastante para o avanço na leitura e escrita das crianças. Ela sabia que era muito importante o incentivo à leitura, por isso selecionava textos de diferentes cartilhas, mimeografava-os e entregava um para cada criança, para que acompanhassem a leitura feita por ela ou por algum colega já alfabetizado. Gostava de fazer perguntas para ver se as crianças haviam compreendido o texto e ficava muito feliz porque, oralmente, acertavam sempre todas as respostas. Também pedia para elas copiarem o texto, não só com o objetivo de treinar a letra cursiva, mas para que pudessem aprender mais sobre a escrita convencional. Outra atividade frequente na sala de Ana era a leitura em voz alta: as crianças já alfabetizadas liam para as outras um livro de histórias escolhido anteriormente. Como ainda não tinham adquirido fluência na leitura oral – e considerando ser esta uma boa situação de aprendizagem – ela foi percebendo que era preciso lançar mão de outros livros, além dos materiais utilizados até então, para que as crianças até então, para que as crianças exercitassem um pouco mais essa atividade. Selecionou aqueles livrinhos com uma frase curta em cada página, julgando, que, ouvindo os colegas lendo suas histórias, as crianças não se dispersariam e poderiam acalmar-se, principalmente no momento da saída, ao término da aula. Assim, ela poderia guardar os materiais no armário, mas sempre atenta à leitura realizada e ao comportamento da classe. Essa era uma atividade que ela gostava de alternar com alguns jogos: bingo de letras ou de nomes, forca de palavras memorizadas, dominó, de letras, entre outros. Todos gostavam muito e isso a deixava bem feliz. Às vezes, trazia fitas de vídeos de seus filhos, com filmes de alguns heróis modernos, para que as crianças pudessem assistir – já tinha observado que, em geral, ficavam mais quietas do que quando ela lia, especialmente em dias de chuva. Mas o que deixava Ana mais orgulhosa era ver os textos coletivos elaborados pelas crianças a partir de algum tema ou acontecimento: ficava tão encantada com os textos que afixava todos nas paredes da sala. Era uma pena que não houvesse parede suficiente para tantos textos...chegou a colocar alguns bem no alto da parede, porque, afinal, eram textos produzidos pelas crianças e elas poderiam ficar sentidas caso fossem retirados. Só os retirava quando não tinha mais espaço, até porque os textos estavam expostos para que todos pudessem aprender mais sobre a escrita – sendo assim, quanto mais, melhor. Frequentemente, preparava atividades utilizando palavras desses textos que as crianças gostavam. Ana propunha poucas atividades de escrita às crianças, porque, como a maioria ainda não havia se alfabetizado e ela tinha como prática expor tudo o que era produzido pela classe, considerava um erro pedagógico colocar a mostra trabalhos com erros ou ilegíveis: tinha certeza que a exposição de textos escritos de forma incorreta poderia estimular ou até mesmo induzir as crianças ao erro, uma vez que estariam em contato frequente com uma escrita muito diferente da convencional. FONTE: http://coordenadorafernandakelly.blogspot.com.br/2012/03/texto-com-palavra-professora-ana.html

Jogo das texturas e sensações

Montei este jogo para ser trabalhado no decorrer do projeto didático Texturas e Sensações para o Maternal. Fiz um dado com as faces diferenciadas e um livro com cada textura da face do dado. Cada criança na sua vez, joga o dado e com o olho vendado sente a textura da face do dado que cair. Depois terá que acertar qual foi a textura que sentiu a partir do livro de texturas. Esta é uma sugestão, mas tem como abrir um leque para várias outras atividades.
Nas faces do meu dado (17x17cm), eu coloquei: lixa, pelúcia, camurça, papel ondulado, eva e malha de lã. O livro foi confeccionado com páginas em colorset.

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