"Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender. "Augusto Cury.

sábado, 24 de janeiro de 2009

O menininho

Era uma vez um menininho. Ele era bastante pequeno. E ela era uma escola grande. Mas quando o menininho descobriu que podia ir à sua sala, caminhando através da porta da rua, ele ficou feliz. E a escola não parecia tão grande quanto antes. Uma manhã quando o menininho estava na escola, a professora disse: - Hoje nós iremos fazer um desenho. - Que bom! - pensou o menininho. Ele gostava de fazer desenhos. Ele podia fazê-los de todos os tipos: leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos. Ele pegou sua caixa e começou a desenhar. Mas a professora disse: - Esperem! Ainda não é hora de começar! E ela esperou que todos estivessem prontos. - Agora. Disse a professora. Nós iremos desenhar flores. - Que bom! - pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores e começou a desenhar flores com seu lápis rosa, laranja e azul. Mas a professora disse: - Esperem! Vou mostrar como fazer. E a flor era vermelha com caule verde. - Assim. Disse a professora. - Agora vocês podem começar. Então ele olhou para a sua flor. Ele gostara mais de sua flor, mas não podia dizer isso. Ele virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com caule verde. Num outro dia, quando o menininho estava em aula, ao ar livre, a professora disse: - Hoje nós iremos fazer alguma coisa com barro. Ele podia fazer todos os tipos de coisas com barro: elefantes, camundongos, carros e caminhões. E ele começou a juntar e a amassar a sua bola de barro. Mas a professora disse: - Esperem! Não é hora de começar. E ela esperou até que todos estivessem prontos. - Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato. - Que bom, pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse: - Esperem! Vou mostrar como se faz. E ela mostrou como se faz um prato fundo. - Assim, disse a professora, agora vocês podem começar. O menino olhou para o prato da professora. Então olhou para o seu próprio prato. Ele gostara mais do seu prato do que o da professora. Mas ele não podia dizer isso. Ele amassou o seu barro numa grande bola, novamente, e fez um prato igualzinho o da professora. E muito cedo, ele não fazia mais nada por si próprio. Então aconteceu que o menininho e sua família se mudaram para outra casa, em outra cidade e o menino teve que ir para outra escola. Esta escola era ainda maior do que a primeira. E não havia porta da rua para a sua escola. Ele tinha que subir grandes degraus, até sua sala. E no primeiro dia, ele estava lá. A professora disse: - Hoje nós vamos fazer um desenho. - Que bom! – pensou o menininho. E ele esperou que a professora dissesse o que fazer. Mas a professora não disse nada. Ela apenas andava na sala. Foi até o menininho e disse: - Você não quer desenhar? - Sim. Disse o menininho. O que é que nós vamos fazer? - Eu não sei, até que você o faça. Disse a professora. - Como eu posso fazê-lo? – Perguntou o menininho. - Da maneira que você gostar. Disse a professora. - E de que cor? – Perguntou o menininho. - Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber quem fez o que? E qual o desenho de cada um? - Eu não sei. Disse o menininho. E ele começou a desenhar uma flor vermelha com caule verde.
(retirado do blog vamos educar)

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